Lua cheia, nuvens rasgadas e
lembranças eternas...
Os
dias de verão chegam ao seu fim, e rapidamente uma nova história começa e se posiciona
em cadência. Os passos que ficaram perdidos no tempo, os olhares no infinito, as
vozes pela madrugada, as lembranças que
jamais dirão adeus. O pensamento procura
a lágrima escondida nas dobras do tempo, o sorriso dourado no meio das
ondulações ígneas daquele sonho de um ensolarado dia de primavera. Uma porta se abriu, uma luz brilhou, e
memórias foram perpetuamente gravadas. Partículas viajando pelo espaço, carregadas de
palavras de poesia, reflexões sobre diamantes galácticos, divisões de alegria e
canto plano, e num dia a distância e o seu fim na visão mágica de um horizonte
oculto na escuridão. Olhos no céu, a lua
em guarda na madrugada e as nuvens rasgadas em série pelas suaves iluminuras
lunares dos contornos à chegada da aurora.
A cidade dormente e as casas antigas onde olhos começavam a se abrir. As imagens imortalizadas, as mesmas águas
profundas onde sempre, sem saber, estivemos,
e enfim a impermanência e o encerramento desintegrante ao dobrar de uma
rua de profundo fascínio. Um enigma, um
jogo que ricocheteia, as esperanças que se dissipam quando a névoa cai e se extinguem
na rua mal iluminada, enquanto soam como sinos eternos os acordes finais de uma
canção cósmica. Estranhos ao coração, em
solidão, e estes sonhos que continuam mesmo quando fecho os olhos, e que me
levam para mais longe a cada momento que mais desperto estou. Ao final de um momentâneo lapso de razão, resta a incessante busca de que a ausência de fuga
um dia deixará de ser apenas um perpétuo sonho.
(por
Alex Wittenberg)

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